A Menina Tagarela

Capa do Livro "A Menina Tagarela"

Este livro é indicado para crianças que estão vivenciando o processo de alfabetização. A falante e extrovertida menina tagarela instiga o leitor ao autoconhecimento e ao senso crítico em relação ás características pessoais de cada um. A personagem que tem sempre o que falar, vive em seu dia a dia situações divertidas com seu jeito sapeca de ser, proporcionando uma leitura agradável e prazerosa. Imagens coloridas e tridimensionais ilustram cada página e enriquecem a trama. 
28 págs | Formato: 23,5x23,5cm | 4x4 cores | ISBN: 978-85-7153-346-2
                    
Para crianças até 7 anos, ilustrações de massinha... encena situações do cotidiano de uma criança ... anda e fala, brinca e fala, dorme e fala... frases curtas, próprio para leitores iniciantes.

Atividades sugeridas para o Livro A MENINA TAGARELA

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Jornal Correio Brasiliense: Como surgiu a ideia de escrever A MENINA TAGARELA?                        
Giulieny Matos: A ideia inicial foi trabalhar a tagarelice mesmo. Tudo surgiu a partir da filha de uma prima, a Chiara, que fala o tempo todo sem parar. Ela narrou situações engraçadas. "Sua boca não cansa não, menina?" Porém um fato muito interessante que minha prima Renata partilhou foi que, na sala de aula, a criança tagarela anima todo o seu ambiente, de modo positivo, sua inteligência é interativa. No entanto, algumas professoras não sabem como aproveitar esse talento e logo rotulam a criança como alguém que atrapalha a aula. A maioria das crianças são tímidas. Falar é um dom. Falar em público então, é o primeiro colocado no medo dos adultos. Não deveríamos nós, então, aproveitar esse dom e criar um modo positivo de aprimorar a fala? A menina Tagarela eleva autoestima das crianças que às vezes só ganham broncas.
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O protagonismo de personagens negros em contos infantis: contribuições da análise do discurso crítica para o ensino de língua portuguesa em uma classe hospitalar
Esta pesquisa busca tratar da temática étnico-racial e tentar contribuir para a implementação da lei 10.639/03. Essa lei, apesar de já ter completado uma década, ainda sofre resistência para a sua aplicação nas escolas, deixando de contribuir efetivamente para a construção da identidade fortalecida de crianças negras. Com a finalidade de contribuir para uma visão mais crítica sobre a dominação ideológica de raça, a pesquisa foi desenvolvida dentro de uma classe hospitalar com o gênero conto, nos quais há personagens negras para, com isso, e tendo como suporte teórico e metodológico a Análise de Discurso Crítica- ADC (FAIRCLOUGH, 2001) trazer à tona questões referentes à temática do fortalecimento da identidade negra no meio social. Com nosso trabalho, pudemos comprovar que a ideologia racista não é questionada pelas crianças, sujeitos de nossa pesquisa, e que a ADC tem muito a contribuir com o ensino e com a implementação da lei e consequente mudança do status quo. E por último, ficou comprovado o assujeitamento dos alunos à ideologia dominante no que se refere às questões voltadas para a identidade racial.
Msc Mauricéia Lopes
Leia a pesquisa na íntegra - https://googleweblight.com/?lite_url=https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/18096&ei=qKbC5Jlt&lc=pt-BR&s=1&m=876&host=www.google.com.br&ts=1493902007&sig=AJsQQ1BmGWEUO-YrD5svE5NiSYvfpIcwmA

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Planeta vive "Década Internacional de Afrodescendentes" (vídeo acima)






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Faz diferença a cor da pele na hora de ganhar uma nota na escola?


Um estudo de economistas da USP e da Universidade de Duke mostra que sim. Os autores compararam dados do exame da rede de São Paulo (Saresp - corrigido por uma máquina) às notas dadas pelos professores aos alunos em sala.

O resultado encontrado aponta que alunos negros, com igual desempenho acadêmico de alunos brancos, tendem a receber notas menores de seus professores.

Segundo o estudo, se tomarmos dois alunos (um branco e um negro), com mesma nota no Saresp e mesmo nível socioeconômico, o aluno negro terá menor probabilidade de ser promovido de ano na escola e de receber do professor uma nota acima da média da sala, em relação ao seu colega branco.

Ainda, “estudantes brancos têm 4% menos chances de serem considerados alunos fracos (que não atingiram a nota mínima) do que colegas negros com desempenhos e comportamentos equivalentes. Os primeiros também têm 5% de chances de receberem notas mais altas do que a média de suas salas.” (p. 25 e 26, tradução nossa)

Ou seja, esse estudo conseguiu quantificar o impacto da discriminação racial dentro da sala de aula. E as implicações são perturbadoras: imagine essa diferença acumulada ao longo de toda uma vida escolar.

Será que a escola está colocando ainda mais barreiras no desenvolvimento desses alunos? Como garantir que o local onde nossas crianças aprendem tenha iguais condições a todos?"

Link para o estudo na íntegra, em inglês: https://goo.gl/4dFw5q
E se você quiser saber mais sobre discriminação racial na escola, leia esse artigo: https://goo.gl/KIJqEL
Imagem: Elza Fiuza/Agência Brasil
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Fran faz Tagarela sair de dentro do livro!












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Obrigada pelo carinho e pela participação. Abraços derretidos pra você... Giulieny Matos